11 de fev. de 2011
9 de fev. de 2011
Desenvolvimento do Projeto Carnaval
As atividades podem ser iniciadas com a História do Carnaval.
Para tornar a história do carnaval do Brasil interessante, podemos levar para a sala de aula reportagens e fotos sobre o assunto.
Observando o interesse das crianças podemos lançar para o grupo uma pesquisa como tarefa de casa.
Para tornar a história do carnaval do Brasil interessante, podemos levar para a sala de aula reportagens e fotos sobre o assunto.
Observando o interesse das crianças podemos lançar para o grupo uma pesquisa como tarefa de casa.
O material que as crianças trarão para a escola será, com certeza riquíssimo, cheio de informações e gravuras belíssimas.
Todas as crianças, na hora da rodinha, deverão ter oportunidade de mostrar sua pesquisa para o grupo e falar sobre ela.
Todas as crianças, na hora da rodinha, deverão ter oportunidade de mostrar sua pesquisa para o grupo e falar sobre ela.
Em seguida, poderão ser construídos murais informativos.
Os murais informativos chamam a atenção dos pais ou responsáveis das crianças, que comentam com os filhos sobre as informações contidas nos mesmos.
Além das atividades específicas como: rodinhas informativas; hora de novidades e surpresas; pesquisas; comentários de gravuras e observações dirigidas; também poderão ser realizadas com as crianças atividades relacionadas que auxiliam no esclarecimento e a fixação do assunto estudado, explorando a comunicação e expressão através de coro falado, poesias, jogos e recreação.
Além das atividades específicas como: rodinhas informativas; hora de novidades e surpresas; pesquisas; comentários de gravuras e observações dirigidas; também poderão ser realizadas com as crianças atividades relacionadas que auxiliam no esclarecimento e a fixação do assunto estudado, explorando a comunicação e expressão através de coro falado, poesias, jogos e recreação.
Exemplos:
-Vamos cantar?
* Música:
Quanto riso!
Oh! Quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão.
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina,
No meio da multidão!
Quanto riso!
Oh! Quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão.
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina,
No meio da multidão!
* Música:
Mamãe, mamãe eu quero.
Mamãe, mamãe eu quero mamar.
Mamãe, mamãe eu quero.
Mamãe, mamãe eu quero mamar.
Me da a chupeta,me dá a chupeta,
me dá a chupeta se não eu vou chorar.
me dá a chupeta se não eu vou chorar.
Vamos jogar?
Jogo O Bingo:
Com cartelas individuais explorando palavras cada criança teve oportunidade de jogar bingo.
Exemplo das palavras exploradas:
* Palhaço;
* Alegria;
* Salão;
* Serpentina;
* Colombina;
* Fantasias;
* Samba;
* E muitas outras palavras que lembra o carnaval.
Com cartelas individuais explorando palavras cada criança teve oportunidade de jogar bingo.
Exemplo das palavras exploradas:
* Palhaço;
* Alegria;
* Salão;
* Serpentina;
* Colombina;
* Fantasias;
* Samba;
* E muitas outras palavras que lembra o carnaval.
Jogo da forca:
Este jogo é realizado no quadro de giz e ele é realizado com a participação de todas as crianças.
Este jogo é realizado no quadro de giz e ele é realizado com a participação de todas as crianças.
Exemplo do jogo:
___ ____ ____ ____ ____ ____ ____ ____
(C A R N A V A L)
As crianças têm oportunidade de adivinhar quais são as letras que compõe a palavra e qual é a palavra...
Jogo do dominó:
Este jogo explora a primeira letra da palavra. A criança tem que juntar a cartela da letra com a palavra...
Este jogo explora a primeira letra da palavra. A criança tem que juntar a cartela da letra com a palavra...
Exemplo:
A / ARLEQUIM
Trabalhando em conjunto e realiza-se atividades explorando a escrita de letras, palavras, números, assim como desenvolvendo a noção de quantidade e a oralidade.
Exemplos:
* Acrósticos;
* Puxa-nomes;
* Ditados divertidos;
* Alfabeto móvel;
* Qual o número que vem antes ou depois do número indicado pela professora ou colegas;
* Acrósticos;
* Puxa-nomes;
* Ditados divertidos;
* Alfabeto móvel;
* Qual o número que vem antes ou depois do número indicado pela professora ou colegas;
Atividades de Artes:
* As crianças têm oportunidade de usar sua criatividade através do recorte, colagem, pintura e desenho com guache, giz de cera e lápis de cor, montagem de painéis e construção de máscaras carnavalescas.
Exemplos destes trabalhos.
* Cada criança recebe uma máscara para pintar, colar adereços enfim enfeitar do seu agrado. Ficaram radiantes! Saíram máscaras no capricho.
* Também podemos escutar, dançar e brincar muito com músicas carnavalescas atuais e antigas. Nestes momentos há grande socialização do grupo.
E assim podem ser realizadas muitas outras atividades para incentivar as crianças.
* As crianças têm oportunidade de usar sua criatividade através do recorte, colagem, pintura e desenho com guache, giz de cera e lápis de cor, montagem de painéis e construção de máscaras carnavalescas.
Exemplos destes trabalhos.
* Cada criança recebe uma máscara para pintar, colar adereços enfim enfeitar do seu agrado. Ficaram radiantes! Saíram máscaras no capricho.
* Também podemos escutar, dançar e brincar muito com músicas carnavalescas atuais e antigas. Nestes momentos há grande socialização do grupo.
E assim podem ser realizadas muitas outras atividades para incentivar as crianças.
Brincadeiras Infantis: * Durante a realização deste projeto as crianças participam e compartilham espontaneamente de sugestões e idéias de brincadeiras infantis. As brincadeiras realizadas foram: O gato e o rato; passar anel; ovo choco; pega-pega; esconde-esconde e outros
Festa Carnavalesca: * Fazemos uma festa carnavalesca na escola. As crianças podem vir fantasiadas e aproveitam muito bem á festa dançando, cantando, participando dos trenzinhos e se entrosando com as crianças de outras salas com alegria e amizade.
Bibliografia: * REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL.
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental.
- Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.:il.
* RADESPIEL, M. Eventos Escolares. Arte na Pré-Escola r no Ensino Fundamental.
Coleção Alfabetização Sem Segredos. Contagem, MG: Editora IEMAR, 1999.
* PINTO, G.R. e LIMA R.C.V. Alfabetização na Pré - Escola.
Coleção O dia- a -dia do professor. Belo Horizonte, MG: Editora FAPI Indústria
Gráfica Ltda 6ª edição.
* PESQUISA SOBRE O CARNAVAL NA INTERNET
* CD. BAILE DE CARNAVAL - As melhores marchinhas de todos os tempos P.004/98.
* CD. BAILE DE CARNAVAL As melhores marchinhas de carnaval. P.ooo5/98.
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental.
- Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.:il.
* RADESPIEL, M. Eventos Escolares. Arte na Pré-Escola r no Ensino Fundamental.
Coleção Alfabetização Sem Segredos. Contagem, MG: Editora IEMAR, 1999.
* PINTO, G.R. e LIMA R.C.V. Alfabetização na Pré - Escola.
Coleção O dia- a -dia do professor. Belo Horizonte, MG: Editora FAPI Indústria
Gráfica Ltda 6ª edição.
* PESQUISA SOBRE O CARNAVAL NA INTERNET
* CD. BAILE DE CARNAVAL - As melhores marchinhas de todos os tempos P.004/98.
* CD. BAILE DE CARNAVAL As melhores marchinhas de carnaval. P.ooo5/98.
CARNAVAL
CARNAVAL
Justificativa:
O tema "O Carnaval", poderá ser trabalihado de forma integrada indo de encontro aos interesses das crianças, respeitando suas necessidades, curiosidades e idéias. Desde pequenas, as crianças aprendem muito, sobre o mundo, fazendo perguntas e ouvindo fatos e histórias dos seus familiares, amigos até mesmo assistindo TV, vídeos e ou foliando e apreciando revistas e jornais.
Vivenciam também experiências e interagem num contexto de: conceitos, gostos e costumes formando suas idéias e conhecimentos sobre o mundo que a cerca.
Vivenciam também experiências e interagem num contexto de: conceitos, gostos e costumes formando suas idéias e conhecimentos sobre o mundo que a cerca.
Objetivo geral:
* Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando idéias.
* Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando idéias.
* Reconhecer o carnaval brasileiro como a maior festa do mundo;
* Conhecer a história do carnaval no Brasil e suas características;
* Coletar dados sobre o carnaval no Brasil;
* Conscientizar as crianças no sentido de que é preciso não confundir diversão com confusão;
* Desenvolver o gosto pela leitura;
* Trabalhar o raciocínio e a memória;
* Desenvolver a linguagem oral e a escrita;
* Desenvolver o gosto por poemas e músicas;
* Desenvolver a percepção e a coordenação motora;
* Estimular o ritmo;
* Despertar e educar a atenção e a observação;
* Proporcionar liberdade de auto-expressão;
* Possibilitar habilidades com as mãos; desenvolver o espírito criador;
* Estabelecer relações de quantidade/cor, quantidade total e formas;
* Trabalhar com seqüência de numeração;
* Desenvolver a percepção usual do número;
* Trabalhar com psicomotricidade;
* Estabelecer regras para o jogo.
Conteúdos:
* O Carnaval;
* Linguagem oral e escrita;
* O fazer artístico;
* Apreciação musical
* Expressividade
* Equilíbrio e coordenação;
* Número e sistema de numeração
* O Carnaval;
* Linguagem oral e escrita;
* O fazer artístico;
* Apreciação musical
* Expressividade
* Equilíbrio e coordenação;
* Número e sistema de numeração
*Música
* Poemas;
* Parlendas;
* Painéis;
* Pesquisa;
* Dança,
* Desenho;
* Pintura;
* Festa de carnaval;
* Brincadeiras infantis;
* Jogos diversos;
* Ditado;
* Recorte e colagem;
* Carta enigmática
* Literatura infantil;
* Vídeos;
* Cds;
* Fantoches;
* Máscaras;
* Murais informativos;
* Atividades explorando a escrita de letras e números.
A avaliação será realizada permanentemente comprometida com o desenvolvimento das crianças. Será observado o que as crianças sabem fazer, o que pensam a respeito do carnaval e do que é difícil entender, assim como conhecer mais sobre os interesses que possuem.
Cronograma:
Quinze dias.
Quinze dias.
10 de jun. de 2010
Textos do Informativo da Ouvidoria
Ouvidoria: mais do que ouvir o usuário, ser a voz do cidadão.
No dia 1º de julho de 2010, a Ouvidoria Educacional completa um ano de funcionamento. Apesar das dificuldades de implantação do instituto de Ouvidoria e da disseminação da cultura da reclamação na gestão pública, contabilizamos até hoje 437 manifestações, e já colhemos resultados em melhoria de processos de trabalho. Melhor ainda, temos percebido que o cidadão sente uma proximidade maior com a SEMED.
Em todo o país, a figura do profissional de ouvidoria tem seu papel difundido aos poucos nos setores público e privado, assegurando ao usuário o direito de se manifestar perante a administração pública ou empresa, seja por meio de elogios, sugestões, reclamações etc.
A importância da ouvidoria e seu papel em uma instituição está sendo gradativamente compreendida, e deve ser vista como um processo lento, gradual que envolve aprendizado e compreensão, principalmente porque permanecem aspectos conflituosos que dificultam o trabalho das ouvidorias.
A ouvidoria, por intermédio do ouvidor, tem a atribuição de receber as manifestações dos cidadãos, apurar, investigar, mediar, identificar causas, a sua procedência e os meios para solucioná-los, ou, se isto não for possível, explicar o porque, amparado principalmente pela legislação. Também é seu papel sugerir e propor medidas corretivas para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à população.
Ao se consolidar as iniciativas de ouvidoria no ambiente público, fica evidente a carência da compreensão teórica, técnica e operacional dos conceitos, serviços e formas de acesso à gestão de informação concernentes ao universo dessa atividade. Abaixo citamos alguns exemplos:
SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente _ é um serviço de relacionamento com o usuário, presencial ou à distância, destinado ao contato por meio de processo de trabalho pré-estabelecido (scripts) e que trata questões ou problemas de maior complexidade. Caracteriza pela impessoalidade, não desenvolve personalíssimo, nem promove a tomada de decisão interna da instituição em virtude do conteúdo do atendimento. Geralmente o SAC é usado como serviço de contato pós-venda.
Fale Conosco_ comum na internet, procura uma maior aproximação com o usuário, permite o tratamento mais específico dos problemas, mas raramente intermedeia soluções que extrapolem o poder decisório do gerente do atendimento. Procura registrar os contatos e dar uso estatístico às informações tratadas, no entanto não tem função de propor alterações na gestão estratégica da instituição.
Ouvidoria_ em geral atua no pós-atendimento, na mediação de conflitos entre o cidadão e a instituição. Procura personalizar o atendimento ao usuário e individualizar o tratamento da mensagem. O registro dos contatos serve para geração de dados estatísticas que promovam alterações nos processos internos de trabalho e no comportamento dos profissionais responsáveis.A diferença está na forma de agir, acolher as pessoas, encaminhar, apurar e utilizar as informações. A ouvidoria deve ser vista como uma aliada estratégica, cabe a ela fornecer subsídios colhidos por meio de seu contato direto com o usuário para melhorar as relações entre este e a instituição. A conduta da ouvidoria deve garantir a possibilidade dos cidadãos manifestarem-se por meio de um canal de contato que preserve o sigilo, respeite a Constituição Federal e as regras e leis que regem o serviço/produto, neste caso a Educação. Cada manifestação deve ser vista como uma nova possibilidade de prevenir e solucionar eventuais conflitos, promovendo o entendimento, a promoção da cidadania e dignidade, desenvolvendo o exercício da mediação baseado em técnicas e regras para o entendimento entre as partes envolvidas na situação. Talvez, não caiba afirmar que “o cliente tem sempre razão”, mas a Ouvidoria veio para refletir a idéia muitas vezes esquecida de que “o cliente pode ter razão”.
Textos do Informativo da Ouvidoria
Relato de Experiência
E.M. João Severino de Azevedo
A Escola Municipal João Severino de Azevedo desenvolve o Projeto de Educação Sexual a muitos anos, de forma dinâmica e empenho dos professores que já participaram da formação através do CRPE.
As oficinas são realizadas com um grupo de jovens e estes repassam as informações para os demais alunos da escola. Nas oficinas acontecem palestras, debates, dinâmicas, confecção de cartazes e troca de experiências com temas diversos: afetividade, sexualidade, abusos e violência sexual, valores, gravidez precoce, drogas e ainda Cidadania e Mundo do Trabalho.
A escola acredita nesse projeto que tem por objetivo maior a promoção do desenvolvimento pessoal e social dos jovens, tornando-os cidadãos críticos e conscientes dos direitos e deveres de uma sociedade.
A comunidade escolar tem colhido resultados enormes, como melhor comportamento dos alunos no relacionamento uns com os outros e também a redução de gravidez entre as alunas, apesar de não termos dados estatísticos de gravidez precoce na região.
A escola acredita que a Educação Sexual favorece o desenvolvimento de pessoas mais livres e humanas.
Por isso apostamos nessa ideia!
Acesse o Blog: emjoaoseverinodivinopolis.wordpress.com
Simone Dioracy Maia
Diretora Pedagógica
E. M. João Severino de Azevedo
__________________________________
Como procurar ajuda e orientação em caso de suspeita de abuso sexual:
Em Divinópolis:
Conselho Tutelar 3222-1908
CDMDA - Conselho dos Direitos da Criança e Adolescentes 3221-1860
Serviço Sentinela-Enfrentamento à Violência, ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 3212-3600
Disque Direitos Humanos ( Estadual) 0800 031 11 19
Disque 100 ( Nacional)
A ligações são gratuitas e sua identidade é mantida em sigilo.
Textos do Informativo da Ouvidoria
Editorial
No dia-a-dia a Ouvidoria tem sido parceria de algumas escolas nas questões ligadas a abuso e violência sexual de crianças e adolescentes.
Firmando ainda mais a parceria, preparamos este informativo sobre o tema, com o objetivo de formar e informar professores e gestores no enfrentamento dessa situação nas escolas, já que esse tema ainda é tabu em nossa sociedade.
Denunciar ou não denunciar, eis a questão.
Nos casos de abuso e exploração sexual a denúncia é a primeira barreira a ser vencida e a arma mais poderosa para protegermos nossas crianças.
Por outro lado é fundamental investir na formação do professor. Acreditamos ser essa a maior dificuldade para a entrada do tema de forma efetiva e completa nos currículos escolares. Fica aqui a sugestão.
Ouvidoria Educacional
___________________________ _____________________________
Formação em educação sexual: possibilidades de transformação
Falar sobre educação sexual é antes de tudo, falar sobre sexualidade.
A sexualidade é um atributo humano, que integra aspectos físicos, psíquicos e sócio-culturais. Está presente nos desejos e na fantasia, manifestando-se por meio dos sentidos, no gesto, no toque, na voz, nas sensações. Impregnada de emoções, é construída pela história pessoal de cada um, num determinado contexto social e compõe sua maneira de ser, participando da afirmação de sua identidade.
Educação sexual – educar para a sexualidade - também é papel da escola, já que a instituição familiar muitas vezes não é capaz de cumpri-lo satisfatoriamente. A escola é local privilegiado de educação sexual formal e articulada, onde crianças e adolescentes permanecem grande parte de seu tempo. Além disso, outros agentes de educação não estruturada, como a mídia, dificilmente são capazes de promover senso de auto-responsabilidade e compromisso com a própria sexualidade.
Ao contrário do que se possa pensar, avaliações de programas de educação sexual em vários países confirmam o adiamento do início da vivência sexual e aumento do uso do preservativo para quem tem vida sexual ativa. Ignorar informações e conhecimentos sobre a sexualidade não impedem a manifestação pulsional - a energia forte e mobilizadora que impulsiona o ser em direção ao mundo das relações - mas deixa o sujeito ainda mais vulnerável.
Pesquisas demonstram que o professor considera importante trabalhar com a educação para a sexualidade, mas por que a maior parte deles se distancia da abordagem desse tema? Por que o assunto ainda não é trabalhado transversalmente, permeando todas as disciplinas do currículo escolar? Por que o silêncio de muitos professores ainda se perpetua diante de situações como o abuso sexual?
O abuso sexual é uma das formas de violência praticada contra crianças e adolescentes, e em sua maioria, acontece dentro do ambiente familiar e sua etiologia envolve, entre outros fatores, problemas relacionados ao desenvolvimento da sexualidade e à complexa dinâmica familiar.
A formação deficiente é um dos grandes entraves do professor para lidar com esta e outras questões que envolvem a sexualidade. A dificuldade em lidar com a educação sexual indica ainda um obstáculo pessoal, comum a todo ser humano, em lidar com a intensidade da força pulsional, que muitas vezes atua em discordância com o racional.
A formação continuada em sexualidade implica não só na aquisição de conhecimentos e informações, mas engloba o trabalho com a própria sexualidade. Possibilita uma ampliação da capacidade de pensar e refletir, rever posturas e condutas, tabus e preconceitos. Favorece o reconhecimento de comportamentos e sintomas, em crianças e adolescentes, que possam indicar problemas relacionados à sexualidade ou experiências de violência, como o abuso sexual.
O conhecimento técnico em sexualidade é mediador imprescindível para o trabalho como educador sexual, mas é somente mediador. A maior busca deve ser aquela que nos distancia efetivamente da ignorância, ou seja, do desconhecimento de nós mesmos.
Michelle Diniz da Mata _Psicóloga PAS-CRESST _ Educadora Sexual
Textos do Informativo da Ouvidoria
A Escola na Defesa dos direitos das Crianças e Adolescentes vítimas de Violência Sexual.
Dia 18 de maio comemora-se o Dia do Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A denúncia e a formação dos professores ainda é a melhor arma.
No cotidiano escolar situações que envolvem violência sexual não são raras.É comum gestores e professores não saberem qual melhor atitude a tomar. Em relação às formas de apresentação, a violência contra crianças e adolescentes pode ser classificada como: negligência, violência física, violência psicológica e violência sexual. Dentre essas diversas formas de violência a mais perturbadora é, inegavelmente, a violência sexual, que, embora identificada como fenômeno antigo, só passou a ser considerada problema social a partir do século XX, quando foi inserida no contexto dos direitos humanos e considerada responsável por sérias conseqüências, como o comprometimento do desenvolvimento físico, psicológico e social de suas vítimas. A violência sexual apresenta-se, em geral, pelo abuso e pela exploração sexual.
O Abuso Sexual é todo ato ou jogo sexual, relação hetero ou homossexual entre um ou mais adultos e uma criança ou adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente essa criança ou esse adolescente ou utilizá-lo para obter estimulação sexual de sua pessoa ou de outra pessoa. O agressor pode se impor por força ameaça ou indução da vontade da vítima. O abuso sexual compreende uma série de situações que estão localizadas em um continuum que muitas vezes dificulta o estabelecimento dos limites entre o aceitável e o inaceitável, especialmente em uma cultura como a nossa, que sexualiza a infância. A Exploração Sexual de crianças e adolescentes é uma forma de violência sexual que se caracteriza pela obtenção de vantagem ou proveito, por pessoas ou redes, a partir do uso (abuso) do corpo de crianças e adolescentes, com base em relação mercantilizada e de poder. Vale ressaltar o fato de que, independentemente do contexto, todas as formas de violência sexual constituem abuso, entre elas: Prostituição Infantil, Turismo Sexual e Pornografia.
Maria Isabel da Silva
25 de out. de 2009
Artigos do 2º número do nosso informativo
ECA TAMBÉM É DEVER!
O ECA não é só direito, também é dever, assim a conselheira Lívia Mara Tavares Martins, integrante do Conselho Tutelar de Divinópolis fala um pouco da importância do Estatuto da Criança e do Adolescente. E que o Conselho veio para ser parceiro da escola e garantir os direitos dos mesmos. Nesta visão ela concedeu esta entrevista à Ouvidoria Educacional.
Ouvidoria Educacional: Em quais casos e como a escola pode contatar o Conselho Tutelar?
O Conselho Tutelar é parceiro da escola e age em segunda instância, ou seja, é preciso que a escola cumpra sua função social esgotando seus recursos diante do problema, pois é ela a responsável pelo aluno. O Conselho é um órgão que tem o dever de garantir proteção em qualquer situação de ameaça ou violação aos direitos da criança e do adolescente (agressão física e/ou moral; abandono de qualquer espécie, recusa de atendimento médico, recusa de transporte escolar, abuso sexual, quando for negado um defensor para o adolescente infrator, etc.). Nesses casos a escola deverá acionar o Conselho Tutelar através de um Ofício, em que conste todos os dados pessoais da criança em questão e um relato dos fatos, bem como a explanação dos recursos aplicados pela instituição escolar na busca da solução do problema, anexando a certidão de nascimento da criança ou do adolescente.
Ouvidoria Educacional: E a respeito da indisciplina escolar?
Indisciplina não é caso de encaminhamento ao Conselho Tutelar. Atualmente 50% das situações encaminhadas pelas escolas do município ao Conselho Tutelar são questões de indisciplina. Questões disciplinares são de competência da escola. O que se deve fazer é a elaboração do Regimento Escolar, que deve respeitar a Constituição Federal, o ECA, a LDB e as diretrizes, decretos, resoluções e normas do MEC, e das Secretarias Estadual e Municipal de Educação. Todo o procedimento disciplinar deve estar devidamente previsto no Regimento Escolar, considerando que seu objetivo é a salva-guarda dos direitos do aluno/cidadão (criança, adolescente e adulto) contra atos abusivos/arbitrários da autoridade encarregada da aplicação da sanção disciplinar, que não pode violar os direitos fundamentais expressamente relacionados na Constituição Federal e conferidos a qualquer um de nós, bem como esclarecer os deveres dos alunos e as consequências do não cumprimento dos mesmos. É importante que esse documento seja aprovado junto à comunidade escolar e que todos tenham conhecimento do seu conteúdo.
Ouvidoria Educacional: O que pode acontecer a funcionários públicos que praticam violência física e psicológica contra crianças e adolescentes, o famoso Bullying?
No caso de comprovação de violência física e/ou psicológica contra crianças e adolescentes, praticadas por funcionários públicos, esclarecemos que estes responderão judicialmente por crime de violência, podendo gerar pagamento de indenização por danos morais, sem prejuízo de outras medidas que o juiz julgar necessárias, assim como todo e qualquer adulto que cometa tais atos. Lembrando que a Constituição Federal, garante a todos o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A ocupação de cargo público não confere a seu detentor privilégio ou prejuízo das medidas previstas no Código Penal e aplicáveis quando da prática de violência contra crianças.
Ouvidoria Educacional: É permitido acionar a Polícia Militar em caso de brigas e violência entre alunos dentro da escola?
Agressões e ameaças são caracterizadas crimes, sendo necessário registro de boletim de ocorrência. Por ter sido cometido por adolescente, a ocorrência será registrada com natureza de “Ato Infracional” e será encaminhada pela Delegacia à Vara da Infância, onde se dará a abertura de um processo judicial para apuração dos fatos e serão tomadas as medidas necessárias e as providências cabíveis em cada caso.
Vale ressaltar que o ECA reforçou a idéia de que as crianças e adolescentes também são sujeitos de direitos como todo cidadão, estando em consonância com a Constituição Federal, que estabelece a igualdade de homens e mulheres, independente de sua idade, em direitos e obrigações. O ECA traz também que crianças e adolescentes também possuem deveres, sendo o primeiro deles o dever de respeitar os direitos de seu próximo (seja ele criança, adolescente ou adulto), que são exatamente iguais aos seus.
Ouvidoria Educacional: A escola pode, no exercício e suas competências, “suspender” ou “expulsar” o aluno?
Como já colocado anteriormente, quando abordamos a questão da elaboração do Regimento Escolar, relembramos que todas as sanções aplicadas aos alunos devem estar previstas neste e devem estar em conformidade com a lei. Entretanto não se admite a aplicação de sanções de suspensão pura e simples da frequência à escola (uma eventual suspensão) ou a expulsão de aluno, devido à caracterização destas medidas como a violação do direito de acesso a educação. É de suma importância, também, a observância do caráter educativo das sanções e medidas tomadas, em detrimento apenas da punição, devido à caracterização do ambiente escolar como de cuidado para com a educação de crianças e adolescentes, seres humanos em condição peculiar de desenvolvimento. Sabe-se que medidas educativas demandam maior atenção e disponibilidade que sanções punitivas, entretanto apresentam maior número de resultados positivos.
É recomendável que as escolas atuem de forma preventiva, desenvolvendo políticas e projetos voltados para as questões sociais e educacionais, valorizando as relações entre direitos e deveres e as noções de cidadania. Pois assim a escola cumpre seu papel educacional levando seus alunos a terem conhecimento de seus direitos e deveres.
Ouvidoria Educacional: O que você sugere para que a escola possa resgatar sua credibilidade e sua autoridade perante os alunos e pais, levando-os a exercer também seus deveres?
Acredito que uma primeira medida seria a construção de um regimento interno sólido, atualizado e dinâmico, de acordo com as particularidades de cada escola, respeitando a Constituição Federal, o ECA e a LDB. É de suma importância que tal regimento seja co-construído pela escola, pelos alunos e pais, pois uma vez que há a participação neste processo, existe também maior responsabilização de todos, quando do seu cumprimento e respeito aquilo que é colocado como norma ou mesmo sanção.
Também é muito importante a coesão entre os gestores principais da escola ( Diretor, Diretor Pedagógico, Vice-diretor, Supervisor) nas aplicações das regras disciplinares, pois se os próprios profissionais da escola não cumprem o que é estabelecido, qual o motivo e como cobrar que os alunos o façam?
E por fim, a parceria com as famílias, pois somente quando as pessoas responsáveis pela educação das crianças e adolescentes estão envolvidos no processo e têm um objetivo comum é que a escola exerce com sucesso seu papel social de promoção da aprendizagem. A escola precisa construir estratégias para cientizar a família do processo educacional do aluno, suas dificuldades e também seus sucessos, para que a família possa também ser cobrada, pois só é co-responsável aquele que tem ciência da situação e quando esta comunicação entre "instituição de ensino/família" falha, a escola, por uma falha institucional, poderá ser transformada em vilã, e então implicará em problemas e dificuldades.
O ECA não é só direito, também é dever, assim a conselheira Lívia Mara Tavares Martins, integrante do Conselho Tutelar de Divinópolis fala um pouco da importância do Estatuto da Criança e do Adolescente. E que o Conselho veio para ser parceiro da escola e garantir os direitos dos mesmos. Nesta visão ela concedeu esta entrevista à Ouvidoria Educacional.
Ouvidoria Educacional: Em quais casos e como a escola pode contatar o Conselho Tutelar?
O Conselho Tutelar é parceiro da escola e age em segunda instância, ou seja, é preciso que a escola cumpra sua função social esgotando seus recursos diante do problema, pois é ela a responsável pelo aluno. O Conselho é um órgão que tem o dever de garantir proteção em qualquer situação de ameaça ou violação aos direitos da criança e do adolescente (agressão física e/ou moral; abandono de qualquer espécie, recusa de atendimento médico, recusa de transporte escolar, abuso sexual, quando for negado um defensor para o adolescente infrator, etc.). Nesses casos a escola deverá acionar o Conselho Tutelar através de um Ofício, em que conste todos os dados pessoais da criança em questão e um relato dos fatos, bem como a explanação dos recursos aplicados pela instituição escolar na busca da solução do problema, anexando a certidão de nascimento da criança ou do adolescente.
Ouvidoria Educacional: E a respeito da indisciplina escolar?
Indisciplina não é caso de encaminhamento ao Conselho Tutelar. Atualmente 50% das situações encaminhadas pelas escolas do município ao Conselho Tutelar são questões de indisciplina. Questões disciplinares são de competência da escola. O que se deve fazer é a elaboração do Regimento Escolar, que deve respeitar a Constituição Federal, o ECA, a LDB e as diretrizes, decretos, resoluções e normas do MEC, e das Secretarias Estadual e Municipal de Educação. Todo o procedimento disciplinar deve estar devidamente previsto no Regimento Escolar, considerando que seu objetivo é a salva-guarda dos direitos do aluno/cidadão (criança, adolescente e adulto) contra atos abusivos/arbitrários da autoridade encarregada da aplicação da sanção disciplinar, que não pode violar os direitos fundamentais expressamente relacionados na Constituição Federal e conferidos a qualquer um de nós, bem como esclarecer os deveres dos alunos e as consequências do não cumprimento dos mesmos. É importante que esse documento seja aprovado junto à comunidade escolar e que todos tenham conhecimento do seu conteúdo.
Ouvidoria Educacional: O que pode acontecer a funcionários públicos que praticam violência física e psicológica contra crianças e adolescentes, o famoso Bullying?
No caso de comprovação de violência física e/ou psicológica contra crianças e adolescentes, praticadas por funcionários públicos, esclarecemos que estes responderão judicialmente por crime de violência, podendo gerar pagamento de indenização por danos morais, sem prejuízo de outras medidas que o juiz julgar necessárias, assim como todo e qualquer adulto que cometa tais atos. Lembrando que a Constituição Federal, garante a todos o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A ocupação de cargo público não confere a seu detentor privilégio ou prejuízo das medidas previstas no Código Penal e aplicáveis quando da prática de violência contra crianças.
Ouvidoria Educacional: É permitido acionar a Polícia Militar em caso de brigas e violência entre alunos dentro da escola?
Agressões e ameaças são caracterizadas crimes, sendo necessário registro de boletim de ocorrência. Por ter sido cometido por adolescente, a ocorrência será registrada com natureza de “Ato Infracional” e será encaminhada pela Delegacia à Vara da Infância, onde se dará a abertura de um processo judicial para apuração dos fatos e serão tomadas as medidas necessárias e as providências cabíveis em cada caso.
Vale ressaltar que o ECA reforçou a idéia de que as crianças e adolescentes também são sujeitos de direitos como todo cidadão, estando em consonância com a Constituição Federal, que estabelece a igualdade de homens e mulheres, independente de sua idade, em direitos e obrigações. O ECA traz também que crianças e adolescentes também possuem deveres, sendo o primeiro deles o dever de respeitar os direitos de seu próximo (seja ele criança, adolescente ou adulto), que são exatamente iguais aos seus.
Ouvidoria Educacional: A escola pode, no exercício e suas competências, “suspender” ou “expulsar” o aluno?
Como já colocado anteriormente, quando abordamos a questão da elaboração do Regimento Escolar, relembramos que todas as sanções aplicadas aos alunos devem estar previstas neste e devem estar em conformidade com a lei. Entretanto não se admite a aplicação de sanções de suspensão pura e simples da frequência à escola (uma eventual suspensão) ou a expulsão de aluno, devido à caracterização destas medidas como a violação do direito de acesso a educação. É de suma importância, também, a observância do caráter educativo das sanções e medidas tomadas, em detrimento apenas da punição, devido à caracterização do ambiente escolar como de cuidado para com a educação de crianças e adolescentes, seres humanos em condição peculiar de desenvolvimento. Sabe-se que medidas educativas demandam maior atenção e disponibilidade que sanções punitivas, entretanto apresentam maior número de resultados positivos.
É recomendável que as escolas atuem de forma preventiva, desenvolvendo políticas e projetos voltados para as questões sociais e educacionais, valorizando as relações entre direitos e deveres e as noções de cidadania. Pois assim a escola cumpre seu papel educacional levando seus alunos a terem conhecimento de seus direitos e deveres.
Ouvidoria Educacional: O que você sugere para que a escola possa resgatar sua credibilidade e sua autoridade perante os alunos e pais, levando-os a exercer também seus deveres?
Acredito que uma primeira medida seria a construção de um regimento interno sólido, atualizado e dinâmico, de acordo com as particularidades de cada escola, respeitando a Constituição Federal, o ECA e a LDB. É de suma importância que tal regimento seja co-construído pela escola, pelos alunos e pais, pois uma vez que há a participação neste processo, existe também maior responsabilização de todos, quando do seu cumprimento e respeito aquilo que é colocado como norma ou mesmo sanção.
Também é muito importante a coesão entre os gestores principais da escola ( Diretor, Diretor Pedagógico, Vice-diretor, Supervisor) nas aplicações das regras disciplinares, pois se os próprios profissionais da escola não cumprem o que é estabelecido, qual o motivo e como cobrar que os alunos o façam?
E por fim, a parceria com as famílias, pois somente quando as pessoas responsáveis pela educação das crianças e adolescentes estão envolvidos no processo e têm um objetivo comum é que a escola exerce com sucesso seu papel social de promoção da aprendizagem. A escola precisa construir estratégias para cientizar a família do processo educacional do aluno, suas dificuldades e também seus sucessos, para que a família possa também ser cobrada, pois só é co-responsável aquele que tem ciência da situação e quando esta comunicação entre "instituição de ensino/família" falha, a escola, por uma falha institucional, poderá ser transformada em vilã, e então implicará em problemas e dificuldades.
Artigos do 2º número do nosso informativo.
Estatuto da Criança e Adolescente: 19 anos de cidadania infanto-juvenil. Realidade e perspectivas
O ECA – Estatuto da Criança e Adolescente completou 19 anos dia 13 de julho de 2009. Quase duas décadas depois, o que será que mudou? Os Conselhos de Direitos e Tutelares funcionam com toda sua plenitude? Ainda temos a idéia errônea que o ECA foi criado para ser um instrumento só de direitos por parte da criança e adolescente aumentando a criminalidade? Antes de respondermos sobre essas questões, precisamos refletir sobre o que realmente é o ECA.
A primeira e mais importante questão é que esse documento foi construído de forma participativa num processo que envolveu vários segmentos da sociedade no reconhecimento legal do direito de todas as crianças e adolescentes à cidadania independente de classe social. Essa lei diz que todas as crianças e adolescentes são sujeitos de direitos (mudança de paradigma) servindo como instrumento de exigibilidade de direitos àqueles que estão vulnerabilizados pela violação dos mesmos. Isso não significa negar a relação de dependência das crianças aos adultos e nem a responsabilidade que os últimos têm quanto ao desenvolvimento dos primeiros. Contudo, significa impedir a ocorrência daquilo que, nessa relação, traz a marca do autoritarismo, da violência e do sofrimento. Ao assumir que a criança e o adolescente são “pessoas em desenvolvimento”, a nova lei deixa de responsabilizar algumas crianças pela irresponsabilidade dos adultos. Agora, são TODOS os adultos que devem assumir a responsabilidade pelos seus atos em relação a TODAS as crianças e aos adolescentes.
O paradigma evolucionista usado na elaboração do ECA é fundamentado na teoria do desenvolvimento infantil a partir das competências dos adultos (incluindo aqui o processo progressivo da aprendizagem humana). Propõe assim uma reordenação institucional, instituindo uma nova ordem em que os direitos das crianças geram responsabilidades para a família, para o Estado e para a sociedade. O Estatuto introduz um elemento novo que é a constituição de Conselhos de Direitos e dos Conselhos Tutelares. Elementos fundamentais para as novas políticas públicas de atendimento, os conselhos também são espaços de participação da sociedade organizada. Governo e sociedade juntos assumem responsabilidades pela formulação e controle das ações relativas aos direitos da criança e do adolescente. É preciso desenvolver a idéia que o ECA, os Conselhos de Direitos e Tutelares e Escola não são os únicos responsáveis pela infância e adolescência e sim colaboradores juntamente com família e Estado, na administração e solução dos problemas destes.
O Estatuto é um importante instrumentos de consolidação de direito à educação. Sua relação com a escola está ligada à questão da cidadania. A escola é o principal espaço onde a pessoa aprende a viver em sociedade respeitando leis, direitos e deveres. Escola e ECA são, portanto, dois importantes instrumentos de cidadania.
Maria Isabel da Silva -
Ouvidoria Educacional
O ECA – Estatuto da Criança e Adolescente completou 19 anos dia 13 de julho de 2009. Quase duas décadas depois, o que será que mudou? Os Conselhos de Direitos e Tutelares funcionam com toda sua plenitude? Ainda temos a idéia errônea que o ECA foi criado para ser um instrumento só de direitos por parte da criança e adolescente aumentando a criminalidade? Antes de respondermos sobre essas questões, precisamos refletir sobre o que realmente é o ECA.
A primeira e mais importante questão é que esse documento foi construído de forma participativa num processo que envolveu vários segmentos da sociedade no reconhecimento legal do direito de todas as crianças e adolescentes à cidadania independente de classe social. Essa lei diz que todas as crianças e adolescentes são sujeitos de direitos (mudança de paradigma) servindo como instrumento de exigibilidade de direitos àqueles que estão vulnerabilizados pela violação dos mesmos. Isso não significa negar a relação de dependência das crianças aos adultos e nem a responsabilidade que os últimos têm quanto ao desenvolvimento dos primeiros. Contudo, significa impedir a ocorrência daquilo que, nessa relação, traz a marca do autoritarismo, da violência e do sofrimento. Ao assumir que a criança e o adolescente são “pessoas em desenvolvimento”, a nova lei deixa de responsabilizar algumas crianças pela irresponsabilidade dos adultos. Agora, são TODOS os adultos que devem assumir a responsabilidade pelos seus atos em relação a TODAS as crianças e aos adolescentes.
O paradigma evolucionista usado na elaboração do ECA é fundamentado na teoria do desenvolvimento infantil a partir das competências dos adultos (incluindo aqui o processo progressivo da aprendizagem humana). Propõe assim uma reordenação institucional, instituindo uma nova ordem em que os direitos das crianças geram responsabilidades para a família, para o Estado e para a sociedade. O Estatuto introduz um elemento novo que é a constituição de Conselhos de Direitos e dos Conselhos Tutelares. Elementos fundamentais para as novas políticas públicas de atendimento, os conselhos também são espaços de participação da sociedade organizada. Governo e sociedade juntos assumem responsabilidades pela formulação e controle das ações relativas aos direitos da criança e do adolescente. É preciso desenvolver a idéia que o ECA, os Conselhos de Direitos e Tutelares e Escola não são os únicos responsáveis pela infância e adolescência e sim colaboradores juntamente com família e Estado, na administração e solução dos problemas destes.
O Estatuto é um importante instrumentos de consolidação de direito à educação. Sua relação com a escola está ligada à questão da cidadania. A escola é o principal espaço onde a pessoa aprende a viver em sociedade respeitando leis, direitos e deveres. Escola e ECA são, portanto, dois importantes instrumentos de cidadania.
Maria Isabel da Silva -
Ouvidoria Educacional
Artigos do 2º número do nosso informativo
ESPAÇO DA OUVIDORIA
Ser educador exige dos profissionais muito mais que competência técnica e conhecimento do conteúdo a ser ministrado.
Transformações sociais vertiginosas minimizam nossa capacidade de reflexão, análise e crítica e, inconscientes, ficamos a mercê do consumo desenfreado, de modismos e modernismos nem sempre benéficos a nossa vida.
Transitamos pela vida sem uma filosofia que dê sustentação ao modo como nos posicionamos perante o mundo e como construímos nossas relações sociais, pessoais e profissionais.
Se nós adultos nos sentimos sufocados, atropelados, perdidos, imaginem nossas crianças e jovens. Elas já nasceram no âmago de uma sociedade repleta de conflitos, onde a ética, a moralidade, a família, os valores, a religião, passaram por processos que demandam urgente reestruturação. Os exemplos, alardecidos diariamente pela mídia, incutam nos nossos jovens crenças e comportamentos nefastos à formação de seu caráter.
É nesse contexto que nos propomos a educar gerações com idéias e valores diferentes dos nossos, por isso a dificuldade em construir as pontes que nos ligam a elas.
Precisamos nos capacitar na arte de estabelecer relações positivas com nossos alunos, entender que o melhor presente para gente é gente. E que somos nós, teoricamente mais maduros e conscientes, que devemos buscar a sintonia necessária para que a aprendizagem se efetive.
O melhor modo de fazê-lo é colocarmos sobre o aluno, nosso olhar atento e amoroso. Esse olhar nos ajudará a construir as pontes e, chegando até eles, poderemos transitar juntos.
Solidários, faremos emergir a sociedade que desejamos.
Eliana Cançado Ferreira
Secretária Municipal de Educação
“Me ame quando eu menos merecer. É a hora que eu mais preciso.”
Adélia Prado
Ser educador exige dos profissionais muito mais que competência técnica e conhecimento do conteúdo a ser ministrado.
Transformações sociais vertiginosas minimizam nossa capacidade de reflexão, análise e crítica e, inconscientes, ficamos a mercê do consumo desenfreado, de modismos e modernismos nem sempre benéficos a nossa vida.
Transitamos pela vida sem uma filosofia que dê sustentação ao modo como nos posicionamos perante o mundo e como construímos nossas relações sociais, pessoais e profissionais.
Se nós adultos nos sentimos sufocados, atropelados, perdidos, imaginem nossas crianças e jovens. Elas já nasceram no âmago de uma sociedade repleta de conflitos, onde a ética, a moralidade, a família, os valores, a religião, passaram por processos que demandam urgente reestruturação. Os exemplos, alardecidos diariamente pela mídia, incutam nos nossos jovens crenças e comportamentos nefastos à formação de seu caráter.
É nesse contexto que nos propomos a educar gerações com idéias e valores diferentes dos nossos, por isso a dificuldade em construir as pontes que nos ligam a elas.
Precisamos nos capacitar na arte de estabelecer relações positivas com nossos alunos, entender que o melhor presente para gente é gente. E que somos nós, teoricamente mais maduros e conscientes, que devemos buscar a sintonia necessária para que a aprendizagem se efetive.
O melhor modo de fazê-lo é colocarmos sobre o aluno, nosso olhar atento e amoroso. Esse olhar nos ajudará a construir as pontes e, chegando até eles, poderemos transitar juntos.
Solidários, faremos emergir a sociedade que desejamos.
Eliana Cançado Ferreira
Secretária Municipal de Educação
“Me ame quando eu menos merecer. É a hora que eu mais preciso.”
Adélia Prado
21 de out. de 2009
Todas as leis da Educação
Estas s a legislação educacional brasileira
Constituição Federal de 1988
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Lei 8069 / 1990
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)
Lei 4024 / 1961
Lei 5692 / 1971
Lei 9394 / 1996
Fundef
Emenda Constitucional 14 / 1996
Lei 9424 /1996
Fundeb
Emenda Constitucional 53 / 2006
Lei 11494 / 2007
Plano Nacional de Educação
Lei 10172 / 2001
Piso Salarial
Lei 11738 / 2008
Fonte oficial de legislação brasileira
Estas s a legislação educacional brasileira
Constituição Federal de 1988
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Lei 8069 / 1990
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)
Lei 4024 / 1961
Lei 5692 / 1971
Lei 9394 / 1996
Fundef
Emenda Constitucional 14 / 1996
Lei 9424 /1996
Fundeb
Emenda Constitucional 53 / 2006
Lei 11494 / 2007
Plano Nacional de Educação
Lei 10172 / 2001
Piso Salarial
Lei 11738 / 2008
Fonte oficial de legislação brasileira
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